sábado, 8 de novembro de 2008

Sunset*

The sun goes down on my mind And gardens of beauty I see How could I wish not to be Between flowers of a rose girl eyes The children out of me Are the baby out to mine As the love of all things Is the lack inside my life
* Esse poema era pra ser um poema alegre, contente e saltitante, e terminou sendo um daqueles a que chamam melancólico.. também ia ser sobre um assunto insosso – bonitas paisagens imaginativas – acabou como uma síntese dos, digamos assim, feelings of myself. Enfim, isso é isso e nunca fui aquilo. Sim, sim.. “quem é mais sentimental que eu?” Blá blá blá..

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Ain't no ...

No time for you, baby
No time for me
No time for all
all that all we need

It won't work it out
My plans my needs my will
What can we expect?
I'd rather be here, still

Life ain't difficult
We, in fact, are too young
How can we be so mad?

Got no clock no nazi soup
I couldn't be myself
And time does not go back..

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

pensamento

imagem corpo sonho censura cinema bezerra Glauber Espanha adelante Marcelo 'mais tarde' pode ser eterno 'saudade' moça doce roupa corpo comida carne amigo Jorge deus uesb projeto prova marta colóquio dinheiro prazo Valéria alimentos tremedal merda não Salvador choro verdade fumaça mentira só paciência eternidade demais demias perigo egoísmo raiva poesia amor violão vida dura vou indo enfim além ainda mãe cabeça dor ventrículo maldade cama incenso esquecimento sono som camelo sono .. olhos arte vibrafone arrepio anjo quarto lânguidez amassado 'with starngers' bueno bueno hola que tal me voy ..

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Dezoito

Ontem [sábado], no ponto de ônibus da praça Estévão Santos (a do fórum): duas senhoras/velhinhas conversando casualmente – a conversa mais casual do mundo – uma dizia “é que eu fiquei sem saber se ia fazer tempo bom ou não.. tralalá” “acabou que deu nesse mal tempo avexado.. tralalá” “é, agora só vai dar esse tempo ruim.. tralalá”.


E eu, .. soltei um sorriso externamente gentil e internamente entusiasmado para as duas, pelo qual fui retribuído com outros dois sorrisos, um tímido e outro do tipo “não é mesmo?”.

E se tivesse realmente havido pergunta, eu teria dito “Com certeza!”. Como ousar discordar das honestíssimas senis que me acompanhavam naquela infindável espera pelo busão?

“No entretanto”,

Enfim, veio o frio, a melhor época é agora, é chegada a hora do tempo bom .. meu tempo bom .. céu cinzento, ruas molhadas, limpadores de pára-brisa ligados, gramas mais verdes, topo das casas invisíveis, janelas embaçadas, menininhas de cachecol e luvinhas, renovação do estoque de gorros.

O meu querido inverno é a estação mais confortável do ano, é quando a regra da calça dentro de casa se chama moletom e as havaianas sempre pedem meias de companhia .. o aconchego do lar fica mais aconchegante .. esconder-se debaixo do edredom é o programa mais legal .. assistimos filmes tomando chocolate quente (e se vamos ao cinema enfrentar o ar condicionado das salas do Moviecom, grudamos no braços dos amigos para roubar seu calor), enfim..

Ora essa: como vou chamar de mal tempo o solstício que traz isso de querermos nos agarrar às pessoas, esse aumento do desejo do contato com a pele alheia, essa coisa de me-esquenta-que-eu-te-esquento?

Se agora não precisamos mais temer enfiar-nos num terno de poliéster para viver sob os trópicos e se agora posso tomar um banho sem suar depois de passados 10 minutos e se agora o bom vento frio não te deixa sair mais com a sua velha camisa regata .. ah .. bem-vindo – e não ruim – é esse tempo! E ainda tá no comecinho, therefore aproveitemos! .. que rapidinho ele acaba.

Bom tempo pra todos!

domingo, 18 de maio de 2008

Revelação da semana: Não posso ser eu mesmo o tempo todo

Exceção: quando com os amigos. Amigos são aquelas pessoas em cujo convívio nós não precisamos esconder-nos atrás de nossas máscaras habituais; são aqueles que estão presentes quando se é permitido agir naturalmente sem temer graves represálias ou preconceitos; um lugar de amigos é onde nós podemos ser verdadeiros e mostrar o nosso eu autêntico sem preocupar-se com uma má representação do nosso valor no pensamento alheio. É quando podemos tirar, enfim, o casaco¹ da falsidade.

Enfim..

¡Gracias, los míos!



PS: Queria viver num mundo sem máscaras; mas fazer o que, né? Vou satisfazendo-me com o mundo da amizade.
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¹ “Tirai os vossos casacos ou sede o que pareceis!” (Nietzsche em Segunda consideração intempestiva, fazendo referência a Cervantes)

terça-feira, 13 de maio de 2008

Apoquente

Minha apoquentação é que eu sinto vontade de queimar o mundo. Será isso mesmo o real desejo do meu coração, atear fogo ao mundo e deixar queimar? E se esse for o único remédio para minha calma? Não, não; devo estar apenas com a recém-inventada "síndrome de Nero": Ah.. amigo Nero, quão bom seria estar ao teu lado quando empreitastes na tua piroloucura! Quem dera tivesse sido partícipe ao te emprestar o fósforo¹ e então juntos assistiríamos Roma flamejando nas chamas gigantes. Iria ser uma visão de luz escura pra não esquecer jamais!

Mas resignado, não me resta mais nada a não ser rezar todos os dias para que nosso senhor pai lá de cima (ou de baixo, whatever) não seja mal pagador de promessas, e faça cair sua suntuosa chuva de fogo e enxofre (salmos 10, 6). Mas sobre todos nós, senhor deus, não somente sobre os ímpios, contemple a todos.

Que se acabe a vida na terra! Que cesse toda essa putaria! ¡Basta de cachondeos! Para que dar vida ao ser humano, meu povo? Melhor seria se não existíssemos. Para que a Terra nos quer? Duvido que ela nos considere ainda bem-vindos. Que bem fazemos? Melhor seria todas as criaturas capazes vivendo em paz no oceano e já tava de bom tamanho.

Enfim..

Eu digo: Morte aos humanos!

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¹ (Ou o trenzinho para acender fogões não automáticos, que seja..)