quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Periódicos: Acervo

Vai-te, Poesia! José Gomes Ferreira

Desejo primeiro Victor Hugo

O nosso mundo Florbela Espanca

3:30 A.M. Conversation Charles Bukowski

Morte protopoesia

Amor que morre Florbela Espanca

A cacimba Zé da Luz

Elle est retrouvée Rimbaud

Não estamos alegres Maiakovski

deus Paulo Leminski

Sonhos Florbela Espanca

Todas as Cartas de Amor são Ridículas Álvaro de Campos

maldito Paulo Leminski

VII Pablo Neruda

Canção do amor imprevisto Mário Quintana

.41 protopoesia

Cântico Vinícius de Moraes

Poema De Sete Faces Carlos Drummond de Andrade

Bilhete Mário Quintana

Poema da Agressividade Mônica Buarque

Eu sei Ernesto Guevara

O inútil luar Manuel Bandeira

Soneto de Separação Vinícius de Moraes

Parada Cardíaca Paulo Leminski

Amiga, no te mueras Pablo Neruda

A volta da mulher morena Vinícius de Moraes

enchantagem Paulo Leminski

Tome, Dr., esta tesoura Augusto dos Anjos

Aninha e suas pedras Cora Coralina

Nunca havia imaginado protopoesia

Dos lábios que me beijaram Paulo Setúbal

poesia vã protopoesia

Erro Machado de Assis

nos demais o coração tem morada certa Maiakovski

Se queres sentir a felicidade de amar Manuel Bandeira

Desejo primeiro

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você sesentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga `Isso é meu`,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.

Victor Hugo
victorhugo

Top 10 álbuns de 2008

1. Sou (Marcelo Camelo)
cover

2. Little Joy (Little Joy)
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3. Viva La Vida Or Death And All His Friends (Coldplay)
cover

4. Como se comportar (Moptop)
moptopalbum

5. Mallu Magalhães (Mallu Magalhães)
mallu_magalhaes

6. Surfing (Megapuss)
cover

7. Francisco, forró y frevo (Chico César)
cover

8. Here We Stand (The Fratellis)
cover

9. Tipo Exportação (Café com blues)
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10. Eu e eu com a babilônia (Irmandade Brasmorra)
cover

Principais artistas - geral


quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Top 10 filmes de 2008

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1º - Juno (Juno) 2007 (EUA/Canadá) Dirigido por Jason Reitman
2º - Sangue Negro (There will be blood) 2007 (EUA) Dirigido por Paul Thomas Anderson
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3º - Amar não tem preço (Hors de Prix) 2006 (FRA) Dirigido por Pierre Salvadori

4º - Onde os Fracos Não Têm Vez (No country for old men) 2007 (EUA) Dirigido por Ethan Coen e Joel Coen

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5º - Wall-E (WALL·E) 2008 (EUA) Dirigido por Andrew Stanton 6º - Homem de Ferro (Iron Man) 2008 (EUA) Dirigido por Jon Favreau
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rec
7º - Batman – O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight) 2008 (EUA) Dirigido por Christopher Nolan
8º - [Rec] ([REC]) 2007 (ESP) Dirigido por Jaume Balagueró e Paco Plaza
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9º - Cloverfield - Monstro (Cloverfield) 2008 (EUA) Dirigido por Matt Reeves
10º - Sicko - $O$ Saúde (Sicko) 2007 (EUA) Dirigido por Michael Moore

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Desconstrução

Quero dizer que na vida há desenganos, desencontros, desilusões, muitos des-. Mas nenhum sobreleva-se à descoberta do ser, do seu quero dizer nosso ser, do seu modo de viver, do que você realmente quer, do que lhe agrada agora, seus sonhos pro futuro e o passado que você escolhe para aprimorar sua ocasião. Todos os -des, desamores, desaforos, desatinos, desprezos, são deslumbres de vertigem momentânea necessários na vida para o desenvolvimento do ser. O que seria de mim sem as desgraças, os desvarios, os desagradáveis desdéns? Ora, o destino pode não existir (não do modo como eu entendo), mas ele é muito bem elaborado. Há os descaminhos por um motivo, são precisos desarmamentos do ser que o conduzem a um desvio de conduta sempre (ou quase) evoluído em relação ao seu ethos anterior. Eu, se assim ousasse, poderia até dizer, são os -des que constroem o ethos, mas não de modo a distanciá-lo do nosso próprio ser original, se é que existe algo como o ser original, talvez sejamos sempre o nosso sujeito contemporâneo, talvez sejamos o que fazemos de nós mesmos, em síntese, o que quisermos ser.. daí o poder da vontade, do desejo e dos sonhos.. mas nada dessa conversa filosófica sobre ethos importa; e o que importa? [Os peitinhos da Engraçadinha?] Também, mas o que queria dizer era, se inda lembro: Importa que as desarmonias, os descalabros, as deslealdades, o desfortúnio e mesmo o que você porventura chamar de desvida não são mais que desembaraços da própria sabedoria da vida com fim ao encontro de você consigo mesmo, momento quando, acho eu, não haverá mais construção do ethos, só um sujeito descarado e, como muitos velhinhos que agora sabem quem são de verdade, desconstituidamente desavergonhado. Aiaiaiuiui.

sábado, 8 de novembro de 2008

Sunset*

The sun goes down on my mind And gardens of beauty I see How could I wish not to be Between flowers of a rose girl eyes The children out of me Are the baby out to mine As the love of all things Is the lack inside my life
* Esse poema era pra ser um poema alegre, contente e saltitante, e terminou sendo um daqueles a que chamam melancólico.. também ia ser sobre um assunto insosso – bonitas paisagens imaginativas – acabou como uma síntese dos, digamos assim, feelings of myself. Enfim, isso é isso e nunca fui aquilo. Sim, sim.. “quem é mais sentimental que eu?” Blá blá blá..