quarta-feira, 18 de abril de 2007

Irreversível (Irréversible) / única realidade

quero falar do filme que assisti essa semana [na verdade foi semana passada, ou retrasada, ah..mas quem liga? to com a memória toda embaralhada..devo ter pegado o mal de leitinho]..
o nome é Irreversível, originalmente "Irréversible"..falado assim como se escreve, porque é um filme francês, não tenho com isso o intuito de agora fazer minhas inacabáveis e incabíveis críticas destrutíveis aos movies da culinária hollywoodiana {da qual não gosto}, tampouco tecer memoráveis elogios ao cinema europeu {do qual tb não gosto}, especialmente por ser francês [procuro sempre os alemães, pretam mais], pois dos poucos filmes franceses que conheço estão um que assisti antes desse só porque o título me fez lembrar de minha sobrinha favorita, vv, do qual não gostei muito [a dupla vida de verônica], e o singular Band à parte {ok..esse é massa}, o qual tb só assisti porque soube que ele serviu como uma das inspirações de Tarantino pra fazer Pulp fiction, e não porque é uma das obras-primas considerada obrigatória de Godard {indasim..recomendo}.
enfim, dirigido por Gaspar Noé, e com Monica Bellucci, a inesquecível Malena.. quem não se lembra de Malena em.. deve ter passado na globo quando eu tinha uns 12, 13 anos.. os guri lutando pa ver a mulher passar na rua.. rsrs.. propositado.

bem, história: um estupro e uma correria do namorado e do ex-namorado para a vingança. me surpreendo de tá contando desse filme aq agora, porque no começo dele tava odiando-o, pensei até em desistir de ver, filme bruto da porra!.. além de complicado no início, mas aí que fica interessante, pois apesar de você já saber como termina a história logo no começo, desperta uma curiosidade de saber dos eventos que sucederam àquela cena que você pensa que é a mais violenta [o cara esmaga o rosto do cara com umas 30 pancadas usando o extintor de incêndio]. a cena do estupro acontece sem cortes, faz você se contorcer na poltrona e querer avançar..não é muito agradável mesmo..mas bom..o filme é violento! o desnorteador, a priori, é que a narrativa se dá de trás pra frente [até os créditos só aparecem no início]..a gente até estranha, acostumados ao bom e velho enlatado estadunidense, mas o legal é que depois da violência toda você quer mesmo é conhecer os personagens mais ao fundo, que antes, só conhecera na hora do caos..e é isso mesmo que o filme vai proporcionando.. a calmaria vai te confortando e dá, então, até pa entender porque o gaspar noé preferiu contar a história as avessas. é isso.

Irreversível (Irréversible) / Gaspar Noé (dir) / Drama / França / 2001.

parabéns a renato, que leu o post anterior todo..admiro sua coragem meu amigo e contento-me..boto fé em meus broder por isso, mas confesso-lhe que o blog é na verdade feito para humanos como bruninha, que não lêem o post todo e indasim tb sabem oq dizer {carinhosas saudações, maninha}.. não sei o que é, acho que só fico satisfeito pa acabar o texto quando o noto impossível de ser relido por mim, ou mesmo lido completamente pelas pessoas.. esse desejo inconsciente [e inconseqüente] de querer sempre o post mais longo..ó paí ó, em discordância pararei com esse parágrafo.

como fiquei satisfeito com a aprovação renatórica de minha homenagem a caymmi por meio de minha futura prole.. aludo, mais uma vez, ao bom e velho poeta da baianidade [entre tantas outras coisas].. brindemos: “a noite que ele não veio foi.. foi de tristeza pra mim.. saveiro voltou sozinho.. triste noite foi pra mim.. saveiro partiu de noite foi.. madrugada não voltou.. o marinheiro bonito sereia do mar levou.. é doce morrer no mar.. nas ondas verdes do mar” eita.... viva! e viva caymmi! use dorival caymmi, como diz chico.
just one more thing and we´re done:

única realidade

que tempo é esse que destrói tudo?
corrói trabalho e conserva solidão
ainda assim, divino humano
tens vida, acreditas n´alma
e sentes o coração

é enfadonho o teu destino,
e teu espírito, ingênuo e vago;
teme o fim da existência
como se sobreviesse ao acaso

mas não esqueça desta vida
que mesmo não valendo a pena,
não tem por si a pena valida

com elocuções não percais mais tempo
ele fará acudir e cortar, todo teu afã...contento

é esse, tempo, que destrói tudo!

..poema inspirado nos aforismos de schopenhauer sobre o presente.. o título foi acolhido da máxima citada no post anterior..

tenham sempre bons dias.
adeus.